Depoimento Kaká
----------------------------------------------------------------------------------------- Dança da vida - Depoimento de Rejane Marisa 37 anos Na família da minha mãe é a quarta geração que tem DH. A minha vó passou esta doença muito triste, eram pobres, poucas roupas, não gostava de banhos, era bastante agressiva. Era a minha mãe que cuidava dela, eu era pequena, não sabia do que se tratava esta doença. A nossa família toda sempre unida cuidou da Vó Nelse. Julho de 2005
OBS: A única coisa que não deixarei de fazer é de ter os meus filhos. Sabem por quê? Porque até que a doença tenha seu início, a pessoa vive como qualquer outra e a VIDA É BOA DEMAIS, além de ser um dom divino.
Você pode contactá-la pelo email: ivy.lima@uol.com.br "É impressionante como uma coisa simples muitas vezes pode ser a diferença entre a vida e a morte.Tenho uma filha, de 20 anos, que sofre de DH. Uma das áreas mais afetadas pela doença é a deglutição. Ela engasga com muita freqüência. Há cerca de um ano, estava com ela no cinema quando, de repente, ela se engasgou com um caramelo. Foi desesperador. No escuro, sem saber como fazer, batia nas costas dela, mas ela sufocava.... Subtamente, um homem surgiu, e, dizendo: "sou médico, sei o que estou fazendo" aplicou a "Manobra de Heimlich". E minha filha nasceu de novo... Em casos de sufocação, não há tempo para chamar ambulâncias ou paramédicos, são uns poucos minutos entre a vida e a morte, ou pelo menos entre a vida e graves seqüelas em decorrência da falta de oxigenação cerebral. Só o conhecimento exato do que fazer pode salvar a vida da pessoa. E esse conhecimento é útil não apenas aos portadores de DH mas para qualquer pessoa, pois todos nós estamos sujeitos a passar por essa experiência." ----------------------------------------------------------------------------------------- Depoimento de Walquiria Medeiros (voluntária da ABH) Você pode contactá-la pelo email: walguaratuba@gmail.com "Minha mãe sofre de DH e no começo foi muito difícil para todos, pois não conhecíamos a doença, nem alguém que tivesse, tampouco tratamento. Houve desentendimentos com meus irmãos, era como se ninguém quisesse ou pudesse assumir esta responsabilidade. Aos poucos conforme a doença foi tomando conta do corpinho dela, fomos percebendo o quanto era sério e de quanto cuidado e amor seria necessário para cuidarmos dela. Como ela enrolava a língua para falar, era muito difícil entender o que ela queria, então íamos tentando de tudo... mudamos toda sua rotina e ainda hoje mudamos, conforme sua necessidade. Houve também, momentos de nervosismo, pois os movimentos são involuntário e fortes, logo, ela acabava machucando a gente sem querer.. Momentos de tristeza, de medo de ter DH também.... Mas o amor e o tempo fazem com que aceitemos a situação e o que era impaciência tornou-se preocupação em deixá-la cada vez mais confortável e espiritualmente tranqüila. Hoje ela já está num quadro avançado da DH e não se movimenta mais como antigamente, mas os cuidados continuam sendo os mesmos, porém, agora é mais fácil, conhecemos a doença, sabemos que não somos os únicos e que estamos em busca da cura. A troca de informações é muito rica para o cuidador, e a busca da cura é um objetivo de vida. |