A conquista de um sonho Sou filha e neta de portadoras da DH. Como todos já devem
saber, não existe tratamento preventivo para a DH. O que temos
são tratamentos que minimizam os efeitos causados pela doença,
melhorando a qualidade de vida do paciente. A partir desta questão, comecei a pesquisar todas as possibilidades existentes, no Brasil e no Exterior, para garantir a saúde e futuro do meu filho. Depois de muita pesquisa em Portugal, Espanha e Estados Unidos e de muita paciência, para que nosso País pudesse nos fornecer recursos adequados, consegui, com a ajuda de um grande médico brasileiro e grande ser humano, uma solução. Não pensem que foi fácil, pois envolve muito mais do que o seu sonho, envolve a vida do seu companheiro, os sonhos dele, e, se for o caso, os de seus irmãos e pais, todos envolvidos, de alguma forma e em variado grau de extensão e profundidade, nesta busca pela realização de um sonho maior. Esta solução envolve também muita determinação,
do casal que está em busca deste sonho, do médico que
está empenhado em fornecer o melhor atendimento possível,
do laboratório que estará lidando com uma situação
muito específica e delicada e, por fim, de todos os profissionais
e parentes envolvidos neste sonho. Esse sonho foi possível, realizando um tratamento de fertilização "in vitro" (ou “fertilização assistida”), associado com uma análise genética, efetuada nos embriões, antes destes serem transferidos para o meu útero. Esta análise genética ainda não está disponível no Brasil mas, graças à determinação do médico e à parceria por ele firmada com um laboratório norte-americano, conseguimos realizar este exame sem ter que sair do País. A fertilização é um processo cansativo, que envolve muita expectativa e determinação, mas que no final, ao ver o rostinho do seu filho no ultrassom, torna-se totalmente irrelevante. Só quem passa por esta experiência, sabe que a conquista
de um sonho vale todo o esforço e sofrimento passados. A conquista
de se ter um filho saudável, sem o "fantasma" da
DH, faz com que cada busca, cada "porta na cara", cada passo
adiante, cada lágrima e cada sorriso tenham valido a pena.
" Não deixe que seus medos tomem o lugar dos seus sonhos"
(Walt Disney) Cristina, março de 2006.
----------------------------------------------------------------------------------------- Dança da vida - Depoimento de Rejane Marisa 37 anos Na família da minha mãe é a quarta geração
que tem DH. A minha vó passou esta doença muito triste,
eram pobres, poucas roupas, não gostava de banhos, era bastante
agressiva. Era a minha mãe que cuidava dela, eu era pequena,
não sabia do que se tratava esta doença. A nossa família
toda sempre unida cuidou da Vó Nelse. Julho de 2005
OBS: A única coisa que não deixarei de fazer é de ter os meus filhos. Sabem por quê? Porque até que a doença tenha seu início, a pessoa vive como qualquer outra e a VIDA É BOA DEMAIS, além de ser um dom divino.
Você pode contactá-la pelo email: ivy.lima@uol.com.br "É impressionante como uma coisa simples muitas vezes
pode ser a diferença entre a vida e a morte.Tenho uma filha,
de 20 anos, que sofre de DH. Uma das áreas mais afetadas pela
doença é a deglutição. Ela engasga com
muita freqüência. Há cerca de um ano, estava com
ela no cinema quando, de repente, ela se engasgou com um caramelo.
Foi desesperador. No escuro, sem saber como fazer, batia nas costas
dela, mas ela sufocava.... Subtamente, um homem surgiu, e, dizendo:
"sou médico, sei o que estou fazendo" aplicou a "Manobra
de Heimlich". E minha filha nasceu de novo... Em casos de sufocação,
não há tempo para chamar ambulâncias ou paramédicos,
são uns poucos minutos entre a vida e a morte, ou pelo menos
entre a vida e graves seqüelas em decorrência da falta
de oxigenação cerebral. Só o conhecimento exato
do que fazer pode salvar a vida da pessoa. E esse conhecimento é
útil não apenas aos portadores de DH mas para qualquer
pessoa, pois todos nós estamos sujeitos a passar por essa experiência." ----------------------------------------------------------------------------------------- Depoimento de Walquiria Medeiros (voluntária da ABH) Você pode contactá-la pelo email: walguaratuba@gmail.com "Minha mãe sofre de DH e no começo foi muito difícil para todos, pois não conhecíamos a doença, nem alguém que tivesse, tampouco tratamento. Houve desentendimentos com meus irmãos, era como se ninguém quisesse ou pudesse assumir esta responsabilidade. Aos poucos conforme a doença foi tomando conta do corpinho dela, fomos percebendo o quanto era sério e de quanto cuidado e amor seria necessário para cuidarmos dela. Como ela enrolava a língua para falar, era muito difícil entender o que ela queria, então íamos tentando de tudo... mudamos toda sua rotina e ainda hoje mudamos, conforme sua necessidade. Houve também, momentos de nervosismo, pois os movimentos são involuntário e fortes, logo, ela acabava machucando a gente sem querer.. Momentos de tristeza, de medo de ter DH também.... Mas o amor e o tempo fazem com que aceitemos a situação e o que era impaciência tornou-se preocupação em deixá-la cada vez mais confortável e espiritualmente tranqüila. Hoje ela já está num quadro avançado da DH e não se movimenta mais como antigamente, mas os cuidados continuam sendo os mesmos, porém, agora é mais fácil, conhecemos a doença, sabemos que não somos os únicos e que estamos em busca da cura. A troca de informações é muito rica para o cuidador, e a busca da cura é um objetivo de vida. |